Data: 01/11/1982
Acontecimento: A Kiss in the Dreamhouse (1982) é o quinto álbum de estúdio do Siouxsie and the Banshees e é amplamente considerado uma das maiores obras-primas do pós-punk e da neo-psicodelia.
Contexto: O disco marca uma transição profunda na carreira da banda, deixando de lado a sonoridade puramente sombria e minimalista dos trabalhos anteriores para adotar uma estética sofisticada, colorida e experimental.
Pontos Centrais do Disco
- Psicodelia e Novas Texturas: O álbum é marcado por uma produção rica, que incluiu o uso pioneiro de arranjos de cordas reais, gravados no Abbey Road, além de loops de fita, sinos, flautas e muitas camadas de voz (overdubs).
- O Auge de John McGeoch: Este foi o último álbum com o influente guitarrista John McGeoch. Seu trabalho de texturas na guitarra e o uso de múltiplos instrumentos (como piano e flauta doce) definiram a identidade do disco.
- Temática Lírica: As letras escritas por Siouxsie Sioux e Steven Severin abordam temas como luxúria, decadência, prostituição, vulnerabilidade e ilusão, inspiradas em parte pela Paris e pela Berlim dos anos 1920.
- O Nome e a Capa: O título “Dreamhouse” era o apelido de um bordel de luxo em Los Angeles nos anos 1940. A icônica arte da capa foi inspirada nas pinturas douradas do artista austríaco Gustav Klimt.
Impacto e Crítica
O álbum foi um sucesso instantâneo de crítica, aclamado pela imprensa britânica da época (como o NME e Melody Maker) por sua audácia e beleza. Ele gerou singles de sucesso como “Melt!” e “Slowdive” (música que, inclusive, inspirou o nome da famosa banda homônima de shoegaze).
Fonte: Base Local