Data: 19/01/2006
Acontecimento: Lançamento da New Horizons
Contexto: A sonda New Horizons, da NASA, foi lançada em 19 de janeiro de 2006, às 14h (horário do leste dos EUA), a bordo de um foguete Atlas V, a partir do Complexo de Lançamento 41 da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida. Projetada e construída pelo Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, a sonda foi a mais rápida já lançada pela agência, viajando a velocidades que a permitiram cruzar a órbita da Lua em apenas nove horas. Sua missão principal era realizar o primeiro sobrevoo de Plutão e seu sistema de luas, além de explorar o Cinturão de Kuiper, a região de corpos gelados além da órbita de Netuno, abrindo as portas para a exploração de uma nova zona do Sistema Solar. Após uma jornada de mais de nove anos e cerca de 4,8 bilhões de quilômetros, a New Horizons atingiu seu ponto mais próximo de Plutão em 14 de julho de 2015, passando a apenas 12.500 km da superfície do planeta-anão e enviando as primeiras imagens em close-up de seu sistema, completando o reconhecimento inicial do Sistema Solar clássico.
Após o histórico sobrevoo de Plutão, a missão foi estendida e a sonda realizou a primeira exploração de um objeto do Cinturão de Kuiper, o Arrokoth (anteriormente conhecido como 2014 MU69), em 1º de janeiro de 2019 — um corpo em forma de “boneco de neve” que forneceu pistas cruciais sobre a formação planetária. Entre as descobertas científicas mais notáveis da New Horizons estão a revelação de que Plutão possui montanhas geladas com picos de até 3.500 metros, uma atmosfera de nitrogênio com camadas de neblina, geleiras de nitrogênio em movimento e evidências de um possível oceano subterrâneo; a caracterização de Caronte, sua maior lua, que exibe uma enorme faixa de falésias e vales com cerca de mil quilômetros de extensão e uma aparente ausência de crateras, sugerindo atividade geológica recente. A sonda também revelou que Arrokoth é um corpo binário fundido, composto por dois lóbulos unidos suavemente, cuja superfície contém gelo de metanol e compostos orgânicos, oferecendo uma janela para os blocos de construção dos planetas. Mais de 17 anos após o lançamento, a New Horizons continua ativa, viajando pelo espaço interestelar e coletando dados sobre o ambiente do Cinturão de Kuiper e além
Fonte: DeepSeek