Data: 20/09/1898
Fatos: O primeiro voo de um balão com propulsão própria realizado por Alberto Santos Dumont ocorreu em 18 de setembro de 1898, em Paris, com o balão N-1.
Contexto histórico e técnico desse marco:
O Desafio da Dirigibilidade
Até o final do século XIX, os balões eram totalmente dependentes das correntes de vento; os balonistas podiam controlar apenas a subida e a descida (soltando lastro ou liberando gás), mas não a direção. A comunidade científica da época acreditava que era impossível aplicar um motor a uma aeronave mais leve que o ar sem causar uma explosão, já que os motores a combustão interna soltavam faíscas e os balões eram inflados com hidrogênio, um gás altamente inflamável.
A Inovação de Santos Dumont
Santos Dumont desafiou o ceticismo dos construtores franceses e decidiu acoplar um motor a gasolina de dois cilindros (adaptado de um triciclo) a um balão alongado em formato de charuto.
- Ele desenvolveu um sistema de cordas e polias para mover o motor e a hélice.
- Utilizou uma longa corda (guia) para ajudar a equilibrar a inclinação da aeronave.
O Voo do N-1
No dia 18 de setembro de 1898, no Jardim de Aclimação em Paris, o N-1 subiu aos céus. Santos Dumont conseguiu realizar evoluções e demonstrar que o balão respondia aos comandos do leme e da propulsão do motor, viajando contra o vento. O voo terminou com um pequeno acidente devido à perda de pressão interna do balão, mas o inventor saiu ileso e provou seu ponto: o voo controlado e motorizado era possível.
Esse experimento quebrou o paradigma da aviação e serviu de base para os balões dirigíveis subsequentes de Santos Dumont, culminando no famoso contorno da Torre Eiffel com o N-6 em 1901.