Data: 21/09/1985
Acontecimento: ‘Money For Nothing’, do Dire Straits, atinge o #1 nos Estados Unidos.
Contexto: Em 21 de setembro de 1985, o clássico “Money for Nothing”, da banda britânica Dire Straits, atingiu o #1 na Billboard Hot 100 nos Estados Unidos. A faixa permaneceu no topo por três semanas consecutivas e se consolidou como o maior sucesso comercial do grupo no mercado americano.
Esse marco envolve inovações tecnológicas, colaborações de peso e uma grande dose de ironia:
A Ironia da MTV e o Videoclipe Inovador
A música é uma sátira à própria cultura de excessos dos astros do rock e à influência da MTV. Apesar de criticar e ironizar o canal, a rede de televisão abraçou a faixa. O videoclipe dirigido por Steve Barron utilizou animação digital 3D primitiva feita em computador — algo revolucionário para a época. Essa superexposição na TV impulsionou as vendas e fez o clipe ganhar o prêmio de Vídeo do Ano no MTV Video Music Awards de 1986.
Inspiração “Olho no Olho”
O vocalista e guitarrista Mark Knopfler escreveu a letra após entrar em uma loja de eletrodomésticos em Nova York. Ele observou trabalhadores que faziam entregas de cozinhas assistindo a clipes na MTV e reclamando, em tom de inveja e deboche, de como os músicos ganhavam “dinheiro de graça” (money for nothing) e “mulheres de graça” (chicks for free). Knopfler pediu papel e caneta ali mesmo e usou as frases exatas ditas pelos funcionários para construir o ponto de vista da canção.
A Participação de Sting
O cantor Sting (vocalista do The Police) estava de férias na ilha de Montserrat enquanto o Dire Straits gravava o álbum. Convidado para ir ao estúdio, ele gravou a famosa introdução em falsete com o icônico refrão comercial “I want my MTV”. Como a melodia da linha de apoio lembrava o hit “Don’t Stand So Close to Me”, do The Police, Sting recebeu crédito oficial como coautor da música.
A Era do CD e o Álbum Brothers in Arms
“Money for Nothing” foi o carro-chefe do álbum Brothers in Arms. Esse trabalho tornou-se um marco na indústria fonográfica ao ser o primeiro álbum da história a vender mais de 1 milhão de cópias no formato de Compact Disc (CD), impulsionando a transição global do vinil para a mídia digital.
O Riff e as Polêmicas
A faixa é imortalizada pelo som cru e processado de guitarra de Mark Knopfler, obtido ao passar uma Gibson Les Paul por um pedal wah-wah fixo. Apesar do estrondoso sucesso e de vencer o Grammy de Melhor Performance de Rock em Duo ou Grupo, a música gerou controvérsia ao longo das décadas pelo uso de termos pejorativos na segunda estrofe (como “faggot”), escritos para retratar a ignorância do trabalhador fictício. Isso fez com que a canção sofresse edições e autocensura em apresentações ao vivo posteriores e transmissões de rádio. [1, 2, 3]